24/10/2009

QUEM QUER... PEGA NA HORA DO LIVRO EI QUEM NÃO CUIDA PERDE

QUEM QUER PEGA PRA MORDER,
Sabe o que fazer,
Quem não quer pega com a mão boba,
Deixa cair e quebrar o que não se rouba,
Jamais larga pelos cantos.
Quem não quer vive de espantos,
Não sabe o gosto do prazer,
Só sabe correr.
Quem quer não atrasa,
Quem não quer não arrasta a asa,
A sua intenção não sacia o apetite,
Nem realiza a conquista,
A sua ação não passa de aspite,
Ultraja quem foi extremista,
Logo quem quer de verdade age.
Um pouco dessa vontade casa,
Aumentá-la então cresce a asa,
Não ter vontade perde a viagem.
Ainda ficará aí nessa moagem?
Ficará aí de brincanagem?
A bela está cheia de verão,
Zele antes que chegue o inverno,
A chuva pode mudar a gestação,
Você não é nenhum eterno.
Quem quer tem pegada animal, tem pressa,
Vê se sai dessa,
Esperar é dar mole pro ladrão.
Como vê, quem quer não é azarão!

QUEM NÃO QUER FOGE,
Ao menor ruído a casa cai,
Ainda caçoa e de fininho sai,
De longe tenta o desaloje.
Nem importa se magoa,
Quer mais que seque a lagoa,
Que do amor se enoje.
Para alguém assim o corpo é objeto,
O sentimento apenas algo concreto,
A emoção figura sem exatidão,
Quem não quer age sem conclusão.
Não se iluda com o tratamento,
No início esbanja grandeza,
Tem todas as sutilezas,
Ao se entregar ele muda o comportamento.
A gente não sabe enxergar,
Sempre vê muito defeito, causa mau jeito,
Aponta os erros para se postergar.
A gente não sabe exclamar bem,
Quer logo tudo quebrar na porrada,
No início diz que ama sem temer nada,
Dura pouco para perder o que tem.
A cegueira piora se entremeia desejo,
Afunda a cabeça na lama feito caranguejo,
Depois sai com a cara lambida.
Com toda certeza diz coisa descabida,
Mas não responde por nada,
Diz que quem fez foi a galera da pesada.

A ROSA, O ESPINHO E A FLOR
Sou jardim abandonado, vivia no palácio,
O mais cortejado, com festas até no terraço.
De lá eu era a fonte dos apaixonados,
Às vezes tiravam flores de mim,
Faziam juras de amor muito afim,
Regavam-me com gotas de doçura,
Sentia arrepios nas pétalas.
Foi antes das pessoas serem acéfalas,
Antes das guerras sacudirem as janelas,
Bem antes das conspirações.
Esse lugar hoje parece cemitério,
Por aqui transitam sombras tontas,
Elas não cuidam desse templo,
Estão chorosas com a falta de aquarelas,
De fato, aqui regiam muitas pompas.
Eu sou testemunha desse refrigério,
Fui motivo de muitos artistas,
Pintaram a minha nudez natural,
Não faltava o esplendor enfeitiçado!
Mas nada disso existe para os turistas,
Salvo histórias do sobrenatural.
Eu vi a destruição do império do amor,
Muitos achavam que não fosse viver,
Aguentou ainda um verão de horror,
Foi avassalador uma enchente a mais.
Aguentei e quero embelezar o seu íntimo,
Não faça mais guerra, mude o ritmo.

FELIZMENTE O CORPO ENVELHECE,
Enquanto a alma floresce.
Nascemos bonitinhas e rechonchudinhas,
Somos cortejadas como anjos,
Somos tão macias e fofinhas
Que querem nos morder.
É preciso nos afastar dos marmanjos,
Só assim estamos à salvas.
Depois dizem que somos "diabinhas",
Muitos perdem a calma,
Alguém precisa nos socorrer,
Outros nos enchem de palmas,
Não aceitam as nossas ressalvas,
Veem-nos como geniosinhas.
Como nos ensinam com essas atitudes!
Deveriam olhar mais as nossas plenitudes,
Somos a nova virtude.
Viemos para apagar as imagens tenebrosas,
O horror está nas mentes escabrosas,
Temos que interrompê-las com brandura,
Mas temos que nos afastar das corrupções,
Estão alastradas como "tudo certo",
Desde tenra idade nos ensinam vícios,
Não se preocupam em cultivar o brio,
Jogam-nos num mercado de ilusões,
Largam-nos todo tipo de estrupícios,
Quando veem somos bicho sombrio,
Reflexo do que foi tão bem encoberto.

O LIVRO É UM SÁBIO SILENCIOSO,
Fala com você sem acusar,
Mostra-lhe como tudo usar,
Espera o seu tempo ocioso.
Se você errar ele volta a lhe ajudar,
Nunca se fecha para indicá-lo a saída,
Se você se cansar ele lhe dá vida,
Não reclama nem se o maltratar.
Para ele não tem hora difícil,
Passa madrugada como confidente,
Nem chora se risca a sua página silente.
Através dele muitos são mestres,
Acham a solução para qualquer peste,
Mesmo que o doutor seja insapiente.
Quem o deu vida passou horas ausente,
Às vezes desabou de quebrantos,
Outras caiu na perdição dos encantos,
Ficou órfão por causa de acidente,
Mas jamais negou o farto conhecimento,
Mesmo esquecido na velha prateleira.
Quando solicitado se abre tal roseira,
Para que sacie o calouro de entendimento.
Fale com ele ao pé da orelha,
Você há de se enriquecer nessa centelha.
Para o sábio é o universo de solução,
Ao esperto não passa de tola confusão,
Para o idiota serve somente de chacota!
Pra quem quer compreender ele é poliglota!

A história de cada pessoa se
escreve de diversas maneiras. Umas
nascem e morrem tenras. Outras
ficam para posteridade. No mundo
há dois tipos de pessoas: As que
nascem para olhar e nada realizam,
repetem maquinalmente. Felizmente
pessoas são incansáveis, inventam
meios para melhorar a vida apática
dessa humanidade desenfreada.
Essas mentes não fazem para si,
mas para alavancar os incrédulos.
As inúmeras mudanças elegeram o
maior representante da comunicação,
o escritor. No começo ele tinha status
de deus, quase não aparecia, apenas
sua obra, só era valorizado após
sua morte. Cada um imprime seu estilo,
cada um acredita na transformação
do ser pelos seus livros idealistas.
O escritor Pedro Carlos Csou não é
diferente, imprime estilo, estuda
a tendência de comportamento e
age com extrema determinação,
vencendo os limites que a vida oferece.


Nasceu numa madrugada de geada,
numa fazenda, no meio do mato, ainda
sobre os cuidados de parteira. Aos
oito anos quase morreu, vítima de
apendicite supurada. Rompeu uma
das mais perigosas resistências.
Como todos os que escrevem seus
nomes na história através de vitórias,
ele começava a se destacar. Logo
veio outro abalo em sua vida sem
preparos para enfrentar as árduas
adversidades, a morte do pai. A dor
dessa separação aumentou quando
teve de se afastar de sua mãe. Era
mais uma perda. A partir daí iniciou
os estudos, quase aos doze anos.
Lutava contra o vazio que as perdas
do destino corroeram. Sem notar
ia se afastando, deixando a história
brejeira, partindo para o desconhecia.
chegando à cidade maravilhosa, com
a cara e a coragem. Trabalhava
durante o dia e estudava teatro
à noite. Foi aí que uma amiga que
gostava de ler os seus escritos,fez
uma surpresa. Levou para a Barristers
editora seus textos, sendo convidado
a editar seu primeiro livro: Deixa eu..
Completamente inexperiente, se
projetou nessa nova caminhada.
Havia uma motivação secreta
neste autor persistente, o amor.
Com isso, textos e mais textos eram
consumados como teias, construindo
fantasias, paraísos, realidades,
conscientizando mentes e prevenindo
os desavisados corações.
O destino deste escritor iria
revelar a mais inesperada prova,
a luta para não perder a visão.